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BYD registra patente de bateria com células submersas em fluido dielétrico

A BYD registrou na China um pedido de patente para uma bateria com resfriamento por imersão completa em fluido dielétrico. A solução separa a eletrônica em uma câmara seca e mantém os módulos de células em um compartimento preenchido com líquido não condutor.

BYD registra patente de bateria com células submersas em fluido dielétrico

A BYD registrou na China um pedido de patente para uma bateria com resfriamento por imersão completa em fluido dielétrico. O documento descreve uma arquitetura voltada principalmente a sistemas industriais e de armazenamento de energia em rede elétrica, com as células submersas em um líquido não condutor para acelerar a troca de calor.

Publicado pelo órgão chinês de propriedade intelectual em 5 de outubro, o pedido recebeu o código CN 122868832 A. A tecnologia ainda está em análise e não há confirmação de cronograma comercial ou de aplicação em produtos de produção.

A proposta tenta contornar uma das principais dificuldades dos sistemas de imersão: proteger os componentes elétricos do contato com o líquido. Para isso, a BYD divide o gabinete em dois compartimentos isolados. A parte inferior é preenchida com o fluido dielétrico e abriga os módulos de células, enquanto a eletrônica fica em uma câmara seca na porção superior.

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Como funciona o resfriamento por imersão

Nos sistemas convencionais de arrefecimento líquido, o fluido circula por tubulações e placas metálicas posicionadas próximas aos módulos. O calor gerado pelas células precisa atravessar a carcaça, os materiais de interface e outros componentes antes de chegar ao líquido refrigerante.

Com a imersão, a superfície das células entra em contato direto com o fluido, reduzindo o caminho percorrido pelo calor. A expectativa descrita no projeto é melhorar a eficiência da troca térmica em comparação com soluções indiretas, sem permitir que o líquido alcance as conexões e os circuitos responsáveis pelo controle do conjunto.

A patente prevê que os cabos de potência e de sinal sejam direcionados para a parte superior do compartimento líquido. Os conectores atravessam a divisão entre as duas câmaras pela região superior do reservatório, onde a pressão hidrostática é menor. Com menos pressão sobre as juntas, a solução busca reduzir o risco de vazamentos e o desgaste das vedações.

O sistema utiliza fluidos dielétricos formulados com ésteres ou hidrocarbonetos. Esses líquidos conseguem absorver calor sem conduzir eletricidade, mantendo protegidos os pontos de conexão que ficam fora da área de imersão.

A BYD já emprega sistemas de circulação indireta em equipamentos de armazenamento, como o gabinete industrial MC Cube-T, que usa trocadores térmicos em formato de placa. Soluções semelhantes aparecem nos gabinetes EnerOne e EnerC, da CATL, enquanto a bateria Qilin, também da CATL, integra lâminas refrigeradas à estrutura interna do pacote para resfriar as células.

A nova arquitetura da BYD segue outro caminho ao concentrar o resfriamento em um gabinete fechado, sem depender de placas posicionadas entre as células. Apesar do potencial para melhorar o gerenciamento térmico de pacotes de alta densidade, o registro não confirma que a tecnologia será aplicada em baterias de carros elétricos ou em produtos comerciais.

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